segunda-feira, 4 de maio de 2015

Oggi do "Emmo"

Em 1984 Emerson Fittipaldi passava por uma fase de "vacas magras" após longos anos de investimento no sonho da equipe Copersucar na Fórmula 1 e acabou fazendo várias provas do "Brasileiro de Marcas & Pilotos" naquela temporada correndo em dupla com Áttila Sipos e depois com seu irmão Wilson Fittipaldi Jr., o Wilsinho, pela equipe Sultan.
"Emmo" não fez a temporada completa do "Brasileiro de Marcas & Pilotos" pelo fato de haver coincidências de datas com a ChampCar (posteriormente C.A.R.T. e por fim fusão com Fórmula Indy), nos EUA, onde estreou naquele ano a bordo do carro rosa da WIT Racing.
Algum tempo depois, em 1985, este Oggi acabou aparecendo no Catarinense de Terra, sendo pilotado por Rudolfo Jahn Neto, de Guaramirim.
Após excelentes resultados o Oggi acabou tendo seu fim numa etapa em São Bento do Sul, envolvendo-se em um acidente no final da reta de largada.
Uma nova carroceria foi montada e o layout mantido, porém já não era mais o carro com o qual Emerson havia corrido.
Mais tarde este Oggi acabou nas mãos do Lauri Farias, de Florianópolis, que assim como Rudolfo Jahn Neto fez excelentes apresentações no Catarinense de Terra, e igualmente teve seu fim num acidente em São Bento do Sul, exatamente na mesma curva, durante a realização da corrida noturna em 1991.
O Oggi com Emerson Fittipaldi...
... e com Rudolfo Jahn Neto, em São Carlos...





... e o acidente em São Bento do Sul.
O destino do carro foi o ferro-velho.

Fotos: Blog Flavio Gomes / Blog do Sanco / Acervo Alex "Xerife" Fernandes

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal saber dessa historia.
Muitos carros aqui de Sao Paulo acabaram indo para Sta Catarina e Parana; alguns de pilotos famosos e nunca mais se ouviu falar desses carros.
Parabens pelo blog, ja inclui na lista de favoritos
Carlos Sao Paulo

Deivicris de Cristo disse...

3 coisas me chamaram atenção neste post:
1- O Emmo andando de Marcas (épico).
2- Os pneus que os caras usavam na época eram slicks frisados, pelo jeito, sendo os da frente bem mais largos que os traseiros, lógico, pela maior tração uma vez que era dianteira.
3- O valor baixo que deveria ser uma carcaça destas. Não é possível que um monobloco destes não fosse recuperável, mas acredito que pelo baixo valor da época, se quer valeria a pena a reforma do carro, pois neste caso do Oggi, não acredito que tenha afetado partes vitais do monobloco.
Realmente era uma outra época.
Ah, e belíssimo registro histórico do nosso automobilismo brasileiro, Francis. Acredito que o Emmo não faz ideia do percurso que este carro que ele correu percorreu após sua trajetória com ele.

Francis Henrique Trennepohl disse...

Valeu Cris, obrigado!
Acredito que fosse mesmo um valor acessível um monobloco, pois certamente tinha recuperação esse aí.