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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

"Os campeões e eu"

Algumas coisas são surpreendentemente agradáveis. Uma delas desta semana foi poder dar uma folheada (virtual) no e-book do querido amigo Americo Teixeira Jr., que toca com maestria o Diário Motorsport e tem um carreira espetacular no jornalismo com 34 anos de labuta!
A obra do Americo possui 102 páginas e é de leitura agradável e extremamente rica, com foco nas carreiras dos 3 Campeões Mundiais de Fórmula 1 que o Brasil "produziu": Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.
Garanta já o seu!

Abaixo o release do lançamento do livro.

"Com 34 anos de carreira, o jornalista especializado em automobilismo Américo Teixeira Junior lança o seu primeiro livro. Trata-se do e-Book “Os campeões e eu”, que conta um pouco das vezes em que o profissional de imprensa esteve com os três pilotos brasileiros campeões mundiais de Fórmula 1: Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Ao mesmo tempo em que narra algumas fases dos três campeões, o jornalista conta um pouco sobre as etapas de sua carreira, mostrando entre erros e acertos qual foi o caminho adotado para ser um jornalista especializado em automobilismo no Brasil.
Em “Os campeões e eu” o Leitor encontrará os ídolos em momentos bem distintos. Emerson
Fittipaldi partindo do zero em direção aos Estados Unidos, Nelson Piquet fazendo sucesso como empresário de comunicação e Ayrton Senna ainda nos tempos da Lotus. Esse trabalho resgata, também, um pouco do que foi a revista Motorsport Brasil, editada pelo jornalista sob a presidência de Paulo Scaglione na Confederação Brasileira de Automobilismo, entre 2003 e 2009, quando deixou de ser editada em função da mudança de mandatário na entidade.
O livro é dividido em três partes, uma para cada campeão. Em cada uma delas há o relato em
primeira pessoa sobre entrevistas realizadas, além do resgate atualizado de matérias de capa sobre Fittipaldi, Senna e Piquet na revista. Em edição do autor, o e-Book tem 102 páginas e está disponível em PDF ao custo promocional de R$ 24,90.
Informações e vendas: http://www.diariomotorsport.com.br/os-campeoes-e-eu/
"


Imagem: Divulgação Americo Teixeira Jr.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Oggi do "Emmo"

Em 1984 Emerson Fittipaldi passava por uma fase de "vacas magras" após longos anos de investimento no sonho da equipe Copersucar na Fórmula 1 e acabou fazendo várias provas do "Brasileiro de Marcas & Pilotos" naquela temporada correndo em dupla com Attila Sipos e depois com seu irmão Wilson Fittipaldi Jr., o Wilsinho, pela equipe Sultan.
"Emmo" não fez a temporada completa do "Brasileiro de Marcas & Pilotos" pelo fato de haver coincidências de datas com a ChampCar (posteriormente C.A.R.T. e por fim fusão com Fórmula Indy), nos EUA, onde estreou naquele ano a bordo do carro rosa da WIT Racing.
Algum tempo depois, em 1985, este Oggi acabou aparecendo no Catarinense de Terra, sendo pilotado por Rudolfo Jahn Neto, de Guaramirim.
Após excelentes resultados o Oggi acabou tendo seu fim numa etapa em São Bento do Sul, envolvendo-se em um acidente no final da reta de largada.
Uma nova carroceria foi montada e o layout mantido, porém já não era mais o carro com o qual Emerson havia corrido.
Mais tarde este Oggi acabou nas mãos do Lauri Farias, de Florianópolis, que assim como Rudolfo Jahn Neto fez excelentes apresentações no Catarinense de Terra, e igualmente teve seu fim num acidente em São Bento do Sul, exatamente na mesma curva, durante a realização da corrida noturna em 1991.
O Oggi com Emerson Fittipaldi...
... e com Rudolfo Jahn Neto, em São Carlos...





... e o acidente em São Bento do Sul.
O destino do carro foi o ferro-velho.

Fotos: Blog Flavio Gomes / Blog do Sanco / Acervo Alex "Xerife" Fernandes

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Blog Speed Day - Passo Fundo e Guaporé (IX)

Depois de ter andado com o Fórmula Ford, já se aproximava o horário do almoço. A ambulância já estava prestes a deixar o Autódromo e só retornaria após as 13 horas, e os carros já começavam a ser recolhidos. Fomos até o centro de Guaporé a procura de um restaurante.
Um breve pit stop pra 'forrar' o estômago - ouvindo um monte de mentiras do "Vitão", do Eric, do Lucca, do "Belair" e mais alguns que estavam na mesa ao lado - e voltamos para a pista.
Assim que a ambulância assume seu posto os motores voltam a roncar, sou 'escalado' para o Fitti Vê, que me é passado pelo Ceregatti, que encosta ele nos boxes com cara de quem acabara de chegar do céu.
Antes de contar como foi, uma rápida pincelada na história: a Fórmula Vê surgiu na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de ter uma categoria com carros monopostos equalizados e de manutenção barata.
No Brasil não foi diferente, sendo que a categoria viveu seu auge na temporada de 1967, e grandes nomes do Automobilismo Brasileiro passaram por ela, como Emerson Fittipaldi, Wilsinho Fittipaldi, Jan Balder, Bob Sharp, "Chiquinho" Lameirão, José Carlos Pace, "Totó" Porto, Maurício Chulam, Lian Duarte, Ricardo Achcar, Pedro Victor De Lamare e tantos outros.
Isto posto, só resta dizer que esse carro tem um valor histórico incalculável, e a responsabilidade em 'colocar a bunda' ali dentro é gigantesca.
Com muito cuidado e seguindo as instruções que o "Cerega" e o Lucca me passavam, vou me ajeitando no cock pit, já com a impressão que não ia caber lá dentro.
Assim que acabo de me acomodar, a primeira agradável surpresa: deu certo, eu entrei! (e como diz o meu pequeno João Henrique, "eu cabeu").
Uma foto reunindo toda a família pra registrar aquele momento único...
... mais uma fazendo 'pose' de piloto...
... uma olhada nos comandos do carro, botão de partida...
... e lá vou eu pra pista.
Se comparado ao Omega e o Fórmula Ford, carros que eu havia andado antes, o motor é fraco, tem apenas 60 cavalos nas suas 1.200cc, porém é necessário que novamente se observe a história, a época e todos os fatos relevantes.
Chego a primeira curva e antes de tangenciar procuro pelo retrovisor se vem alguém atrás, mas sou muito grande e nos espelhos só vejo o asfalto e os pneus traseiros.
Tento virar o pescoço, mas é difícil e não dá muito certo. Busco então a parte de fora da curva, quase que num instinto de defesa, e deu certo. O Aldee passou 'rasgando' por mim.
Aquela 'voz do anjinho da guarda' dá os parabéns pelo que acabei de fazer e me lembra que devo fazer isso o tempo todo que estiver na pista, e assim o faço durante as 5 voltas, que são um agradável passeio a bordo de um carro sensacional, com histórias incríveis e num lugar belíssimo.

Enquanto dirijo o Fitti Vê vem a minha cabeça algumas histórias que já ouvi sobre essa categoria, personagens que marcaram época com esses carros (alguns já citados no início do texto) e me delicio com o magnífico visual da pista de Guaporé.
Olhar o trabalho da suspensão, ouvir o suave ronco do motor, o vento na cara e todo aquele clima que pairava no Autódromo de Guaporé. Aquele dia foi coisa de outro mundo.
Não busquei o limite do carro, não levei os giros até lá em cima, não dei uma 'atravessada' sequer nas curvas e nem tomei nenhum susto, e ainda assim arrisco dizer que de todos os 5 carros que andei esse foi o melhor de todos.
Não pela potência ou desempenho, mas pelo valor histórico, pelas emoções e sensações que senti e pelo tanto que pude curtir cada segundo ali dentro, só eu e os 'deuses' da velocidade.
Fiquei imaginando quantos pilotos estavam, lá do céu, olhando aquela pista e sorrindo, com o peito estufado por um bando de malucos estar preservando a memória daquilo que eles começaram tantos e tantos anos antes, e que nisso investiram grande parte do tempo a sua vida. Foi sensacional! 

Parei nos boxes com a balaclava encharcada, mas não era de suor...
A alegria que eu estava sentindo nesse momento é inexplicável. Alma leve, feliz, com a certeza de ter acabado de fazer uma das coisas mais legais em toda a minha vida.
Estava no céu, igual ao Ceregatti e todos os outros!

Fotos: Acervo pessoal Francis H. Trennepohl

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Tesouros do Trevisan (III)

Mais algumas máquinas do acervo do Museu do Automobilismo Brasileiro, do Paulo Afonso Trevisan.
Maverick Berta Hollywood, que era pilotado por ninguém menos que Luiz Pererira Bueno. Essa máquina foi um terror para os adversários.
Casari A1 230, construído por Anísio Campos e pilotado por Norman Casari e Jan Balder.
Avallone Ford 1972, que era pilotado por Nilson Clemente.
Fitti-Vê 1996, pilotado por Emerson Fittipaldi.
Mais imagens e informações no site do Museu do Automobilismo.

Fotos: Ingo Hofmann