Depois da oficialização da 'morte' de Jacarepaguá, agora mais uma notícia triste para a comunidade automobilística do Brasil. O texto abaixo foi retirado na íntegra do Blog do Saloma, meu grande camarada.
Tomara que isso não aconteça!
Se vocês acham que aqui a coisa tá preta, e está, no sul parece que o #VirúsMataAutódromos pegou legal. Vejam isso que saiu no Portal Paranaense - Bem Paraná...
Vista do Autódromo Internacional de Curitiba, localizado em Pinhais (região Metropolitana). Dívida trabalhista do dono da propriedade, faz o terreno ir a leilão.
"Nos próximos meses o terreno do Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, na Região Metropolitana, deve ir a leilão para o pagamento de uma dívida trabalhista do dono da propriedade.
Os bens, dos quais fazem parte o autódromo e o kartódromo, já foram avaliados e estão reservados. Aguardam apenas o cumprimento da decisão que designa as propriedades à hasta pública, quando será penhorado.
O processo está na Justiça há treze anos, quando os trabalhadores Valdecyr dos Santos Xavier e Celso Roberto Rocha, na época funcionários da Paraná Fomento de Empresas Ltda, abriram um processo trabalhista contra o dono da empresa, Flávio das Chagas Lima, já falecido.
Os mais de cinco quilos de papel protocolados na 10ª Vara do Fórum Cível de Curitiba já passaram por diversas mãos até estacionarem no Centro Cívico.
A penhora do bem já foi cumprida por determinação do Juiz da Vara do Trabalho de Pinhais, Lourival Barão Marques Filho.
Em 2006, o valor requerido pela defesa dos funcionários foi legalmente habilitado por decisão judicial, junto ao inventário de todos os bens de Flávio das Chagas Lima, morto no ano anterior.
Em 1996, os dois funcionários foram demitidos da empresa e ambos encontraram irregularidades em seu desligamento. Xavier teve o cheque da rescisão sustado, enquanto Rocha foi despedido sem o acerto e sem que tivessem lhe assegurado o seguro-desemprego. “Eu passei por muitas dificuldades, chegando a ter que contar com ajuda de familiares”, conta Rocha.
A demora em se cumprir a ordem de penhora deixa os ex-funcionários bastante apreensivos quanto ao pagamento de seus direitos. “Vai para lá e vai para cá todo esse processo, eu espero receber logo este valor devido há mais de 13 anos”, lamenta Xavier.
O terreno de mais de 480 mil metros quadrados às margens do Rio Atuba, onde ficam localizados o Autódromo de Curitiba e o Kartódromo, é avaliado em aproximadamente R$ 50 milhões – dinheiro mais que suficiente para o pagamento das dívidas trabalhistas dos ex-funcionários.
Enquanto aguardam a decisão para receber seus direitos, os trabalhadores já fazem planos com o dinheiro devido. “Eu espero realizar um sonho de comprar uma casa”, revela Rocha.
Outro lado – A reportagem do Jornal do Estado procurou durante uma semana o advogado da família de Flávio das Chagas Lima e o administrador operacional do Autódromo, Itaciano Marcondes Ribas Neto, para comentar o assunto.
O escritório de João Ricardo Cunha de Almeida afirmou que o advogado está em uma viagem ao exterior e só retorna após o feriado do Dia das Crianças.
Já Itaciano Marcondes Ribas Neto não atendeu à reportagem e no momento também não está em Curitiba, segundo sua secretária".
(reprodução)